sexta-feira, 1 de junho de 2012

TIREÓIDE: SAIBA O QUE É E COMO TRATÁ-LA




"A tireóide é uma importante glândula do nosso organismo e produz hormônios que tem como uma das suas principais funções regular o metabolismo. Quando ela não funciona adequadamente pode levar a repercussões em todo o corpo em graus variáveis de severidade, desde sintomas que muitas vezes podem passar desapercebidos até formas extremamente graves que podem trazer risco de vida."


Os hormônios (T3 e T4) são responsáveis por regular o nosso metabolismo, ou seja, o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O problema acontece quando as taxas desses hormônios ficam alteradas.




Para quem já ouviu falar, a tireóide é uma glândula endócrina, em formato de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço e essencial para o funcionamento harmônico do organismo.



Sintomas como: cansaço, sonolência, unhas quebradiças, aumento ou diminuição de peso, desânimo, cabelos e peles secos, prisão de ventre ou tendência a diarréia, ansiedade, perda de apetite, depressão,dificuldade para engravidar e até mesmo queda de cabelo  podem ser sinais de que algo não anda bem com sua tireóide. Por isso fique atenta. Antes de mais nada veja quais são os principais distúrbios da tireóide.


Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). De maneira geral, quando a glândula está hiperfuncionante ocorre uma aceleração do metabolismo em todo organismo, podendo ocorrer agitação, diarréia, taquicardia, perda de peso etc, ao contrário, quando a glândula está hipofuncionante pode ocorrer cansaço, fala arrastada, intestino preso, ganho de peso, etc.



Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireóide. Algumas estatísticas demonstram que 1 em cada 5 mulheres que procuram seus ginecologistas para iniciar a terapia de reposição hormonal apresenta, na verdade, problemas tireoidianos. Porém é importante estar atento pois todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula.




Hipotireoidismo

Pode ter várias causas, mas a mais comum decorre da doença de Hashimoto. Essa doença aparece quando o organismo, por razões ainda desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do corpo e o sistema imune começa a produzir anticorpos que "atacam" a glândula.



O diagnóstico é feito através de exames de sangue que medem a quantidade dos hormônios tireoidianos. Alto nível de TSH circulante é o melhor indicador de hipotireoidismo. Em contrapartida, os níveis de T3 e T4 aparecem reduzidos.

Além dos exames de sangue é importante ficar atento a alguns sintomas que podem indicar hipotireoidismo. São eles: depressão, cansaço, cabelos e pele ressecados, unhas quebradiças, fadiga, perda de apetite, prisão de ventre, anemia, aumento de peso, tornozelos e rosto inchados, menstruação irregular e colesterol elevado. Na presença de mais de um desses sintomas é importante que consulte um médico.

Apesar de não ter cura, o tratamento varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliado pelo médico. Mas de maneira geral ele é feito através de medicamentos que visam repor os hormônios que a tireóide não consegue produzir.

Muitas pessoas que tem hipotireoidismo dizem que não conseguem eliminar peso, pois tem o "metabolismo lento". Realmente, o metabolismo dessas pessoas é mais lento devido à diminuição dos hormônios da tireóide T3 e T4. A melhor maneira de "acelerar" o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado.


(BÓCIO)


Hipertireoidismo



O hipertireoidismo se desenvolve quando há um aumento excessivo na produção dos hormônios T3 e T4. Com o aumento na concentração desses hormônios no sangue, o organismo trabalha de forma mais acelerada. Esse processo resulta em estado metabólico hiperativo no qual as funções do corpo, principalmente a digestão  aumentam. Como conseqüência, ocorre má absorção de determinados nutrientes.

A principal causa do hipertireoidismo é a chamada Doença de Graves, que pode provocar, entre outros sinais, uma protuberância no pescoço, denominada (bócio como está ilustrada na foto acima).

O diagnóstico pode ser feito através da realização de um ultra-som da tireóide ou de exame de sangue específico que avaliará a dosagem dos hormônios tireoidianos. Níveis elevados de T3 e T4 e TSH baixo são indicadores de hipertireoidismo.

Alguns sintomas estão relacionados com o aumento desses hormônios e possível diagnóstico de hipertireoidismo, são eles: aumento da freqüência cardíaca, perda de peso, tremores, fraqueza muscular, nervosismo, queda de cabelos, alterações na pele, diarréia, sudorese e diminuição do fluxo menstrual (em mulheres).

O tratamento é feito com drogas antitireoidianas, o mecanismo de ação dessas drogas consiste na redução da síntese de T3 e T4, ou ainda com administração de iodo radioativo. O tratamento mais adequado vai variar de pessoa para pessoa e só o médico poderá fazer essa avaliação. Apenas em alguns casos, a cirurgia para retirada da tireóide é indicada, como por exemplo, suspeita de câncer ou pessoas com grande aumento do bócio.


Por isso , ao observar alterações irregulares, procure seu médico , lembre-se tudo que está fora dos padrões normais pode ser uma patologia, cuidem-se, realizem exames semestrais , valorize a  sua saúde.





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